segunda-feira, 21 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Uma despedida em Grande!!!
Por nove meses este foi o panorama que tive cada vez que me levantava de manha.

Cheguei passei pelo branco do e acabei no colorido da
Sempre que estava no campo foi esta a minha casa.

Vi o evoluir anual de toda a paisagem...cheguei com o Outono... passei pelo branco do Inverno... e terminei com o esplendor colorido da Primavera.
Depois para me despedir, escalei um pouco para poder ter um panorama geral de todo aquele sitio maravilhoso que me acolheu.

Nao fui sozinho...

Chegamos la acima e foi espectacular...e nada mais espectacular que o pairar gracioso de um Quebra-ossos...uma despedida em cheio.

Ainda com a observaçao de duas Aguias Reais e dois Veados, infelizmente nao suficiente perto para poder ficar com uma boa recordaçao...uma simples foto, que somadas a tantas outras me permitirao recordar para sempre este ano espectacular e tao especial da minha vida...de biologo, de viajante, de amante da natureza.

Cheguei passei pelo branco do e acabei no colorido da
Sempre que estava no campo foi esta a minha casa.

Vi o evoluir anual de toda a paisagem...cheguei com o Outono... passei pelo branco do Inverno... e terminei com o esplendor colorido da Primavera.
Depois para me despedir, escalei um pouco para poder ter um panorama geral de todo aquele sitio maravilhoso que me acolheu.

Nao fui sozinho...

Chegamos la acima e foi espectacular...e nada mais espectacular que o pairar gracioso de um Quebra-ossos...uma despedida em cheio.

Ainda com a observaçao de duas Aguias Reais e dois Veados, infelizmente nao suficiente perto para poder ficar com uma boa recordaçao...uma simples foto, que somadas a tantas outras me permitirao recordar para sempre este ano espectacular e tao especial da minha vida...de biologo, de viajante, de amante da natureza.
Etiquetas:
Itália,
Mestrado,
Parques Naturais,
Viagens
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Entre a beleza natural do Lago Maggiore e a unicidade de Veneza!!!
Um fim de semana para recordar!!!
Desta vez com a companhia da minha mãe e do Rui.
Sexta-feira, 13 de Julho, percorremos toda a parte central do Lago Maggiore. Até Laveno em comboio. Intra, Ilhas Borromee ("Bella", "Madre" e "Dei Pescatori") e Stresa de barco. E, finalmente, Alpino (800m a.s.l.) e Mottarone (1.491m a.s.l.) de teleférico.
As ilhas Borromee são pequenas ilhas que pertencem à família Borromee. A ilha "Madre" com o seu grande palacete, a ilha "Bella" com os seus belos jardins e a ilha "dei pescatori" com as conspícuas casas de pescadores, dão a esta zona do lago uma atmosfera única, que nos faz esquecer tudo o resto.
Em Stresa, apanhámos o teleférico que nos levou primeiro até aos meros 800m de altitude que já nos permitiam ter uma espectacular panorâmica, a partir do jardim botânico, não só do Lago Maggiore e sua envolvente, como também dos Lagos Varese e Monate. Depois, insestindo um pouco na subida, e chegamos ao topo do monte " Mottarone", a sua beleza do Lago pode ser deslumbrada em toda a sua grandeza e esplenditude.
Para completar todo o panorama de lago, ilhas, vilas características e palacetes que parecem ser tirados directamente de contos de fadas, temos todo o cenário envolvente e monstruoso formado pela cordilheira central Alpina. Montanhas gigantescas que atingem os 4 mil e pouco(ou muito) mestros de altura.
O Lago Maggiore é o segundo maior lago de Itália. Divide as fracções norte de duas importantes regiões da Itália, Lombardia a a Este e Piemonte a Oeste. E ainda é partilhado com a Suiça. Um lago verdadeiramente grande com uma beleza bem proporcional. Este lago, tal como todos os lagos do norte de Itália e mesmo do Arco alpino, tem uma origem pós glacial (+/- 30 mil anos). O lago pode ser percorrido de norte a sul por barcos que ligam as várias cidades que ocupam as suas margens.
Sábado foi dia de Veneza. Ainda não batiam as 5h da manhã e já estavamos a pé para apanhar o comboio em Varese que primeiro nos levava a Milão de onde depois apanhámos um outro para Veneza.
Apesar do tempo (metereológico) não ter ajudado, e o tempo (horário) ser curto, a magia de Veneza é algo que dislumbra qualquer um. É a segunda vez que lá vou e ainda me consegue empressionar. É fantástica toda aquela vida, tão diferente do que estamos acostumados a ver e que se pode viver em qualquer outra cidade. Veneza é muito única, posso dizer mesmo que é especialmente diferente.
Apesar da confusão inerente ao turismo a que é sujeita nesta altura do ano (quem me conhece sabe porque o refiro) esta cidade não perde a sua magia e mesmo a sua simplicidade. Os defeito impostos pelo consumismo que leva um simples café atingir os 6€, em plena Praça de São Marcos, são largamente dissolvidos por toda a beleza proveniente mistura de cores das casas com os labirintos de ruas e ruazinhas, juntando o emarinhado de canais que são a principal via de comunicação.
Mais uma vez toda a viagem foi feita com recurso apenas a transportes públicos, comboios barcos e metropolitanos, que desempenharam muito bem a sua função de comunicação e deslocação entre longínquos pontos, provando mais uma vez como se pode deixar o transporte pessoal de lado, evitando assim preocupações e impactos desnecessários.
Domingo, 15 de Junho de 2008
Nuno Oliveira
Desta vez com a companhia da minha mãe e do Rui.
Sexta-feira, 13 de Julho, percorremos toda a parte central do Lago Maggiore. Até Laveno em comboio. Intra, Ilhas Borromee ("Bella", "Madre" e "Dei Pescatori") e Stresa de barco. E, finalmente, Alpino (800m a.s.l.) e Mottarone (1.491m a.s.l.) de teleférico.
As ilhas Borromee são pequenas ilhas que pertencem à família Borromee. A ilha "Madre" com o seu grande palacete, a ilha "Bella" com os seus belos jardins e a ilha "dei pescatori" com as conspícuas casas de pescadores, dão a esta zona do lago uma atmosfera única, que nos faz esquecer tudo o resto.
Em Stresa, apanhámos o teleférico que nos levou primeiro até aos meros 800m de altitude que já nos permitiam ter uma espectacular panorâmica, a partir do jardim botânico, não só do Lago Maggiore e sua envolvente, como também dos Lagos Varese e Monate. Depois, insestindo um pouco na subida, e chegamos ao topo do monte " Mottarone", a sua beleza do Lago pode ser deslumbrada em toda a sua grandeza e esplenditude.
Para completar todo o panorama de lago, ilhas, vilas características e palacetes que parecem ser tirados directamente de contos de fadas, temos todo o cenário envolvente e monstruoso formado pela cordilheira central Alpina. Montanhas gigantescas que atingem os 4 mil e pouco(ou muito) mestros de altura.
O Lago Maggiore é o segundo maior lago de Itália. Divide as fracções norte de duas importantes regiões da Itália, Lombardia a a Este e Piemonte a Oeste. E ainda é partilhado com a Suiça. Um lago verdadeiramente grande com uma beleza bem proporcional. Este lago, tal como todos os lagos do norte de Itália e mesmo do Arco alpino, tem uma origem pós glacial (+/- 30 mil anos). O lago pode ser percorrido de norte a sul por barcos que ligam as várias cidades que ocupam as suas margens.
Sábado foi dia de Veneza. Ainda não batiam as 5h da manhã e já estavamos a pé para apanhar o comboio em Varese que primeiro nos levava a Milão de onde depois apanhámos um outro para Veneza.
Apesar do tempo (metereológico) não ter ajudado, e o tempo (horário) ser curto, a magia de Veneza é algo que dislumbra qualquer um. É a segunda vez que lá vou e ainda me consegue empressionar. É fantástica toda aquela vida, tão diferente do que estamos acostumados a ver e que se pode viver em qualquer outra cidade. Veneza é muito única, posso dizer mesmo que é especialmente diferente.
Apesar da confusão inerente ao turismo a que é sujeita nesta altura do ano (quem me conhece sabe porque o refiro) esta cidade não perde a sua magia e mesmo a sua simplicidade. Os defeito impostos pelo consumismo que leva um simples café atingir os 6€, em plena Praça de São Marcos, são largamente dissolvidos por toda a beleza proveniente mistura de cores das casas com os labirintos de ruas e ruazinhas, juntando o emarinhado de canais que são a principal via de comunicação.
Mais uma vez toda a viagem foi feita com recurso apenas a transportes públicos, comboios barcos e metropolitanos, que desempenharam muito bem a sua função de comunicação e deslocação entre longínquos pontos, provando mais uma vez como se pode deixar o transporte pessoal de lado, evitando assim preocupações e impactos desnecessários.
Domingo, 15 de Junho de 2008
Nuno Oliveira
terça-feira, 6 de maio de 2008
Marina di Ravenna - Um fim de semana à beira-mar!
Sexta-feira,2 de Maio de 2007
E lá nos fizemos nós à viagem. Eu, Marti e o nosso bem mais precioso (ou do dono), a tenda de Mosè. Entre comboios regionais, mais uma vez para poupar ao máximo na viagem, Varese-Milão, Milão-Bologna, Bologna-Ravenna, e o autocarro de Ravenna até Marina de Ravenna, após 7h de viagem, lá chegamos nós ao parque de campismo.
Encontrado o sítio para montar a tenda, e montada a mesma, lá fomos nós...ancioso eu por ver o mar de perto...é que isto de não ver o mar por muito tempo, mesmo o tendo visto na última viagem que fiz, não dá com nada. E a vontade de dar um mergulho era enorme, sendo o primeiro ano em que fiz o primeiro banho tão tarde.
Apesar disto, ainda não foi neste dia que fiz a tão desejada imersão no belo, mas gelado, caldo Adriático.
Deixando esta parte um pouco para diante, e continuando o seguimento dos acontecimentos. Após um belo passeio pela praia, lá fomos ao encontro dos nossos (leia-se da Marti) amigos. Um grupo intercultural e mesmo intercontinental, onde para além dos 3 italianos, havia o belo Tuga, eu mesmo, um Australiano e um Americano. Tudo pessoal simpático, o que prometia um belo fim de semana.
Bebida uma cerveja, a indecisão em escolher um sítio para comer, após alguns andar para a frente e para atrás, lá escolhemos a simples piadinoteca. Não fosse Ravenna a capital do piadino. E também pelos vistos a capital da noite precoce, isto porque tudo acaba cedissimo. E à falta de melhor, lá acabamos nós a noite num jogo multi-nacional de Mini-golf. Como de costume, comecei bem, mas acabei mal. Mas fizemos uma bela partida, muito divertida, e bastante regada com a bela Carlos Alberto. Acabou assim a noite por volta da meia noite, com uma multa de estacionamento.
Sabado, 3 de Maio de 2008
Depois de todo um dia de praia, no meio do qual chegou mais um amigo italiano.
E com medo de perder a melhor festa de Marina di Ravenna, por volta das 17h lá estavamos nós a tomar o belo banhito a beber mais umas jolas, e a preparar-nos para a dita.
E mais umas cervejas pó caminho... e chegámos à correnteza de bares de praia. O verdadeiro caos...nunca pensei que fosse possível...e muito menos que eu estivesse mesmo algum dia numa festa que inicia às 18h da tarde, ainda iluminada pela luz do sol, tendo o mar como panorama. Por um lado fazia lembrar as Matinés para os mais jovens em Lisboa.
Mas por incrível que possa parecer foi espectacular. De vez em quando, quando me dava conta do cedo que era, não conseguia parar de rir. Mas foi muito divertido, e uma experiência muito interessante, apesar de estranha. Como era de esperar, de algo que tão cedo inicia, cedo irá terminar. Assim, pouco antes ou depois da meia noite e tavamos nós a caminho do descanso, sem antes não fazer uma pausa para uma bela pizza.
Domingo, 4 de Maio de 2008
E foi o dia de desmontar a tenda e fazer-nos ao caminho de regresso.
Com uma paragem e breve vesita por Ravenna, que tanto é conhecida pelos seus mosaicos espectaculares. Apesar de pouco termos visitado devido à, talvez, ganância, ou talvez, inteligência economicamente limitadora, que levou algum ideologista a criar um bilhete em que só oferece a escolha de ver 4 monumentos da cidade ou então não poder ver nenhum. Levando-nos à segunda opção, talvez forreta, mas correcta, na minha opinião.
E assim se passou um belo fim de semana, e mais uma pequena parte de Itália fiquei a conhecer.
E lá nos fizemos nós à viagem. Eu, Marti e o nosso bem mais precioso (ou do dono), a tenda de Mosè. Entre comboios regionais, mais uma vez para poupar ao máximo na viagem, Varese-Milão, Milão-Bologna, Bologna-Ravenna, e o autocarro de Ravenna até Marina de Ravenna, após 7h de viagem, lá chegamos nós ao parque de campismo.
Encontrado o sítio para montar a tenda, e montada a mesma, lá fomos nós...ancioso eu por ver o mar de perto...é que isto de não ver o mar por muito tempo, mesmo o tendo visto na última viagem que fiz, não dá com nada. E a vontade de dar um mergulho era enorme, sendo o primeiro ano em que fiz o primeiro banho tão tarde.
Apesar disto, ainda não foi neste dia que fiz a tão desejada imersão no belo, mas gelado, caldo Adriático.
Deixando esta parte um pouco para diante, e continuando o seguimento dos acontecimentos. Após um belo passeio pela praia, lá fomos ao encontro dos nossos (leia-se da Marti) amigos. Um grupo intercultural e mesmo intercontinental, onde para além dos 3 italianos, havia o belo Tuga, eu mesmo, um Australiano e um Americano. Tudo pessoal simpático, o que prometia um belo fim de semana.
Bebida uma cerveja, a indecisão em escolher um sítio para comer, após alguns andar para a frente e para atrás, lá escolhemos a simples piadinoteca. Não fosse Ravenna a capital do piadino. E também pelos vistos a capital da noite precoce, isto porque tudo acaba cedissimo. E à falta de melhor, lá acabamos nós a noite num jogo multi-nacional de Mini-golf. Como de costume, comecei bem, mas acabei mal. Mas fizemos uma bela partida, muito divertida, e bastante regada com a bela Carlos Alberto. Acabou assim a noite por volta da meia noite, com uma multa de estacionamento.
Sabado, 3 de Maio de 2008
Depois de todo um dia de praia, no meio do qual chegou mais um amigo italiano.
E com medo de perder a melhor festa de Marina di Ravenna, por volta das 17h lá estavamos nós a tomar o belo banhito a beber mais umas jolas, e a preparar-nos para a dita.
E mais umas cervejas pó caminho... e chegámos à correnteza de bares de praia. O verdadeiro caos...nunca pensei que fosse possível...e muito menos que eu estivesse mesmo algum dia numa festa que inicia às 18h da tarde, ainda iluminada pela luz do sol, tendo o mar como panorama. Por um lado fazia lembrar as Matinés para os mais jovens em Lisboa.
Mas por incrível que possa parecer foi espectacular. De vez em quando, quando me dava conta do cedo que era, não conseguia parar de rir. Mas foi muito divertido, e uma experiência muito interessante, apesar de estranha. Como era de esperar, de algo que tão cedo inicia, cedo irá terminar. Assim, pouco antes ou depois da meia noite e tavamos nós a caminho do descanso, sem antes não fazer uma pausa para uma bela pizza.
Domingo, 4 de Maio de 2008
E foi o dia de desmontar a tenda e fazer-nos ao caminho de regresso.
Com uma paragem e breve vesita por Ravenna, que tanto é conhecida pelos seus mosaicos espectaculares. Apesar de pouco termos visitado devido à, talvez, ganância, ou talvez, inteligência economicamente limitadora, que levou algum ideologista a criar um bilhete em que só oferece a escolha de ver 4 monumentos da cidade ou então não poder ver nenhum. Levando-nos à segunda opção, talvez forreta, mas correcta, na minha opinião.
E assim se passou um belo fim de semana, e mais uma pequena parte de Itália fiquei a conhecer.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
VI Congresso atIT, Parco Naturale Adamello-Brenta, JJ3

Com o intuito de assistir ao VI Congresso de Teriologia, 2008, organizado pela atIT em Cles, já fora mas muito perto do Parque Natural Adamello-Brenta.
Ficamos hospedados, durante as 3 noites, num Agriturismo ("Renetta") na pequena vila Tassulo.
Uma estalagem muito acolhedora, retratando um refúgio de montanha, que todas as manhãs nos regalava um verdadeiro pequeno(só mesmo de nome)-almoço dos deuses com uma mesa repleta de óptimas iguarias.
Infelizmente o congresso começou logo com uma infeliz notícia. JJ3, um urso pardo ("Ursus arctos"), que após alguns desacatos com contentores públicos para os desperdícios urbanos, no dia 15 de Abril (dia anterior ao primeiro dia de conferência), as autoridades Suiças se viram obrigadas a abater, alegando que esta situação se vinha a prolongar à demasiado tempo.
Após alguma pesquisa, a informação que obtive foi que JJ3, pelas suas dimensões, e por se ter habituado a procurar estes recursos urbanos, perdendo assim o medo do Homem, se tornou um perigo para os residentes locais.
Que é um perigo, não se questiona, mas a resolução terá sido a melhor? Estará a comunidade Suiça pronta para receber outros ursos que futuramente decidam passar a fronteira, como defendem os responsáveis governamentais suiços para o ambiente?
A situação piora um pouco quando:
-JJ3 vinha a ser monitorizado desde 2007 pelas mesmas autoridades que o abateram, tendo sido gasto cerca de SFr300,000 ($299,925) durante todo o ano;
-o mesmo pertencer a uma população(?) centro-alpina de apenas 20 exemplares;
ter sido o segundo exemplo de abatimento após movimento transfontreiriço nos últimos 2 anos, seguindo o mesmo fim do seu irmão JJ1, morto em 2006 na Bavaria;
-ser resultado de um projecto a longo prazo, de reintrodução, realizado pelas autoridades italianas no Parque Nacional Adamello-Brenta no fim dos anos 80, após se encontrar quase em extinção no mesmo;
-quando a Suiça pertence ao grupo, a que chamam, dos Países Desenvolvidos, visando estes uma política de gestão sustentável dos recursos naturais;
-e muito mais poderia dizer mas receio vir a alongar-me demasiado...
Mas voltando à conferência, muito foram os trabalhos expostos, os métodos criticados e a informação absorvida.
No segundo dia de conferência, como nos esperava uma manhã repleta com um assunto, não menos importante, mas talvez mais distanciado dos nossos objectivos de trabalho actual, a parasitologia, decidimos fazer um pequeno passeio pelo Parque Natural e assim conhecer um pouco da sua natureza selvagem.
E que bella surpresa nos esperava. Nada melhor para repôr um pouco de alegria, após a triste notícia do dia anterior, que a observação de todo um completo traçado de pegadas sobre a neve de um pesado e enorme adulto (que deveria ser uma fêmea) e pelo menos de uma cria de urso pardo. A alegria foi enorme, a raridade da observação de uma pista de 2 de 20(agora 19) indivíuduos distribuídos por uma área de 620.51km2 é, como é de esperar, elevadíssima.
O parque é simplesmente espectacular. Com um manto verde composto por uma rica floresta de coníferas só quebrada por enormes precipícios e ravinas cavadas naturalmente na rocha. Estou desejoso de lá voltar muito em breve, e passar um belo fim de semana no meio do parque, e quem sabe se em vez de indícios de presença, não vejo mesmo um belo exemplar...é muito difícil, mas sentado no sofá é que não os vejo de certeza, a não ser na TV.
(foto de Asbrauss)
Nuno Oliveira
domingo, 20 de abril de 2008
Eu sem ti...
Eu sem ti...sou como um jardim sem flores...
...como o céu sem estrelas...
...como uma coca-cola sem cafeína.
Io Senza te...sono com'uno giardino senza fiori...
...come il cielo senza le stele...
...come una coca senza la caffeina.
Nuno
...como o céu sem estrelas...
...como uma coca-cola sem cafeína.
Io Senza te...sono com'uno giardino senza fiori...
...come il cielo senza le stele...
...come una coca senza la caffeina.
Nuno
segunda-feira, 14 de abril de 2008
A mudança...Não poderia deixar de lhe dedicar algumas palavras!!!
E hoje mais uma vez nos demos conta da velocidade a que passa o tempo, e tem passado nos últimos meses. A primeira baixa ocorreu. O nosso puto mais novo voltou à sua casa, à sua família ao seu mundo.
A príncipio mal nos conhecíamos. Talvez se não tivessemos embarcado nesta aventura juntos nunca nos viríamos a conhecer.
Parece que foi ontem que chegámos e já seis
meses de convivência passaram. Partilhamos a mesma casa. Cozinhamos em conjunto. Disfrutamos e demos a disfrutar das iguarias que cada um proporcionava. As sempre animadas jantarmos em família, onde procuravamos o refúgio e a compensação da saudade da família ausente e distante, de que tanto sentimos falta. Discutir sobre os mais variados aspectos. Alguns pontos de divergência encontrados. A teimosia de um ou de outro. Os caprichos, os gostos, os "não gostos" e tudo o que define uma pessoa como única, dando-lhe assim a sua própria personalidade. A cidade que se possivelmente não será a melhor para ter uma vida ERASMUS, pelo menos não igual às outras, mas que seguramente é muito especial. Eu, posso dizer que muito tenho aprendido com esta experiência que para ti hoje atingiu o seu fim.
Mas no fim, as ilações que tiro dos últimos meses são positivíssimas. Gostei muito de te conhecer e de partilhar esta experiência nova e única contigo. Aprendi muito e espero que também tenhas aprendido qualquer coisa, e mais importante que tudo, que tenhas gostado tanto ou mais que eu e que te tenhas divertido. Sabes que esta casa estará sempre aberta, pelo menos por mais três meses.
O tempo passa mas o que conta é a experiência que se viveu, que esta tenha valido a pena e que nos tenha ensinando qualquer coisa.
Agora uma pequena grande mudança, não só deixamos de ser só portugueses em casa como também deixou de ser uma casa de biólogos. E para mais, passou a ser uma casa com um SexRatio muito desproporcional. Restando apenas eu para defender o pequeno Y, numa casa com 3 pares de XX.
Foi uma casa só de portugueses e só de biólogos. Agora temos uma nova co-inquilina, Economista e Alemã. O idioma muda, deixa de se falar tuga em casa para falar italiano, o que não deixa de ser positivo. Prespectivo que esta experiência vá continuar muito bem, apesar das alterações inerentes ao factor mudança. Agora poderemos conhecer também melhor esta cultura que para mim (ignorante) é tão desconhecida.
Um abraço para o António, o meu irmão erasmus, um puto que contagia qualquer um com a sua boa disposição.
Nuno Oliveira
Subscrever:
Mensagens (Atom)
