Mostrar mensagens com a etiqueta Viagens. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Viagens. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

De Ançã a Aldeias de Xisto

No passado dia 2 de Outubro lá fui eu... de Lisboa a Coimbra naquele meio de transporte que mais aprecio, o comboio.

As razões que me levaram áquela cidade foram várias, e a mais importante não será enunciada aqui.

No entanto, desde a cidade de Coimbra com o espírito estudantil, até à Serra da Lousã com as suas aldeias de Xisto, passando por Ançã uma vila marcada pela força e importância da água, foi uma semana em grande.

Senhora a lavar no tanque comunitário de Ançã.


O meu primeiro pensamento que ficou sobre a Serra da Lousã foi "um paraíso de Xisto e natureza ao descurtinar uma vasta plantação de Eucalípto". O ponto de partida foi a vila da Lousã em direcção ao Castelo.

Castelo medieval da Serra da Lousã - séc XI.
A noite aproximava-se, mas decidimos continuar caminho em direcção a esta fantástica aldeia, o Talasnal. Uma das Aldeias de Xisto da Serra da Lousã.
Talasnal.
O retorno foi feito já sob o brilhar das estrelas e a luz da lanterna de um super telemóvel.
Fica o registo de 2 Javalis, um corço, dois sapos-comum e um sapo-corredor.

Moinhos de água - Serra da Lousã.

domingo, 13 de setembro de 2009

Último dia no Hales Institute!



Cumpri um dos meus objectivos que me trouxe a Austrália. Terminei hoje o curso de inglês. Apesar de um pouco caro, para alem de ficar sempre bem no CV, também abriu novas portas na minha mente.
Incrível como o tempo passou tão rápido estando uma vez mais a entrar na fase das despedidas e a terminar mais uma viagem. 22 semanas passaram a voar. Felizmente mais uma vez fica a experiência. Conheci gente nova. Pessoas que possivelmente não teria nunca conhecido se não nos tivéssemos cruzados neste curso. Indianos, Chineses, Japoneses, Paquistaneses, Nepaleses, Colombianos, Peruanos, Brasileiros, Polacos, Vietnamitas e resmas de Indianos. Todos eles (e elas) com as suas ideologias: religiosas, sociais, económicas ou pessoais.

Em vários momentos entrámos em algum choque cultural. Tendo sempre tudo acabado da melhor forma, ficando no fim a experiência, a aprendizagem e a abertura da mente a explorar novos horizontes.

Tive que ultrapassar alguns aspectos menos positivos. Como por exemplo o intenso cheiro a carne que emanava dos corpos suados da imensa comunidade indiana e nepalense que frequentava o instituto. Por outro lado o odor intenso dos condimentos, que compõem a base da alimentação desta cultura, que consumiam na sala comum durante o intervalo das aulas.

O dia da despedida foi melancólico, como se espera de qualquer despedida. Muitos cumprimentos, votos de boa sorte e meia dúzia de fotos para mais tarde recordar. Assim se fechou mais uma etapa e se abriu a porta a mais uma curiosidade - a de visitar o continente asiático e aprofundar um pouco mais a experiência sobre estas tão próprias culturas.

Mas antes de tal aventura, a próxima viagem será pela América do Sul. Já vem de longe o desejo por visitar este continente. Mas após ter passado os últimos 7 meses a partilhar experiências com pessoal Sul Americano, este desejo aumentou exponencialmente. Cheguei à conclusão que temos muito em comum. E consegui construir mesmo uma forte amizade. Por isso tenho todas as razões para visitar este continente, principalmente um dos países que o constituem - Colômbia.

Mais cedo ou mais tarde, la irei, como prometi.

Jeguie

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Escapadinha para o calor tropical das Fiji

Visto este ano não ter tido a oportunidade de desfrutar um verdadeiro verão. Sair de Portugal a meio de Janeiro para vir par a Austrália não foi uma brilhante ideia no que diz respeito a diversão estival. Por isso estando já um pouco cansado e mesmo melancólico com o tempo que se tem feito sentir por Melbourne, decidi fazer uma curta escapadinha ate às ilhas Fiji.




O plano era aproveitar o sol, conhecer pessoal, divertir-mo-nos e ainda fazer o curso de mergulho. Após consultar a previsão metereológica para o país, fiquei um pouco assustado. Pensei que o primeiro ponto do plano, aproveitar o sol, já estaria posto de lado. Mas afinal não. O que vale é que apesar de Fiji não ser um pais muito grande, em área terrestre (18m km2), as suas 322 ilhas e 522 ilhéus estão espaçados de tal maneira que o tempo varia muito entre zonas. O suficiente para que, apesar da previsão ser de chuva em Manta Ray (ilha onde ficariamos por 7 noites), teríamos agradáveis e quentes dias de sol a nossa espera.

7h da manha e estávamos nós, eu e a Marina (minha prima), a tomar o pequeno almoço no aeroporto de Melbourne. Ela já completamente Australiana, a comer um cachorro-quente do MacDonalds (passo a publicidade) e eu no meu belo croissant e capuccino. Sinceramente não percebo como é que alguém, no seu juízo perfeito, consegue comer um cachorro-quente a tal hora do dia, e ainda por cima do MacDonalds. Mas enfim, acho que ainda tenho um pensamento muito conservador no que diz respeito à alimentação.

Depois de 5 horas de viagem, fomos recebidos por uma lufada de ar quente e húmido. Não podíamos estar mesmo noutro sítio que não num país tropical. Fomos recebidos e levados para o hotel. Um belo hotel. Dos melhores, diz a minha prima. E pelo menos para mim, foi mesmo um dos melhores em que já estive. Visto que a qualidade tem um preço um pouco elevado para a minha carteira, só la passámos mesmo uma noite, mesmo só para experimentar. Comemos bem, bebemos melhor e ainda demos um mergulho no mar à hora de fecho do bar.

Estávamos nós no nosso belo sono, quando somos acordados (a Marina porque eu tenho um sono demasiado pesado) por alguém a bater a porta. Como tínhamos pedido que nos acordassem de manhã cedo, pensámos que era o serviço de despertar. Mas o serviço de despertar estava a ser feito com bastante antecedência, lá pelas 5h da manhã, por um belo par de bêbedos (que se diziam irmãos) e que queriam entrar no quarto sabe-se lá para quê (ingenuidade minha): "Olá estou aqui eu e o meu irmão, podemos entrar?" - disse a moça a tropeçar nas palavras e nas pernas. Após ter sido negado o pedido e fechado a porta, a moça volta a insistir algumas vezes mais, até que se cansa e deixa-nos em paz. Azar para a minha prima que já não voltou a adormecer. Eu pelo contrário, foi virar para o outro lado e já estava de volta aos meus sonhos.

No dia seguinte, acordado por uma bela manhã de chuva, fizemos o check-out do hotel, viagem de autocarro panorâmico até ao porto, viagem de barco (3h) até ao nosso destino paradisíaco. Ilha que nos esperava por 7 noites. Eco-resort, tinha-me dito a minha prima. Só eu mesmo é que a faço escolher sítios assim. E é que não era mesmo! Pelo menos tinha casas de banho daquelas que não usam agua, a água para beber era dessalinizada na ilha e não haviam desperdícios de energia para aquecer a água do banho, visto que só havia água fria nos canos. Tudo em nome do poupar recursos.

Fomos recebidos pelos trabalhadores do resort com uma bela musica e cocktail de boas vindas. Apresentaram-nos as regras da ilha e as actividades. Para alem dos 3 instrutores de mergulho, todo os empregados eram autóctones.

O programa de actividades começava com o pequeno almoço às 8h da manhã. Um belo pequeno almoço de comer até não poder mais. Seguido por uma manhã plena de actividade. Mergulhos com Mantas (essas mesmo, aqueles bichos gigantes) que vão alí diariamente para se alimentarem, ou visita à vila, onde íamos até à escola da vila e podíamos trocar experiências com os miúdos. Depois tínhamos o almoço com uns 8 pratos à descrição. À tarde podíamos passear de kayak, fazer pulseiras de casca de coco (muito interessante, tá-se mesmo a ver), jogar volleyball de praia e ainda tínhamos a tão esperada happy-hour, toca a beber. À noite o jantar era entre as 7h e as 8h. Uns dias era buffet, indiano ou fijiano, intercalados com dias de 10 pratos variados a escolha. Claro que o pessoal preferia sempre o bufete, sinónimo de comer até não poder mais.

Entre todas as actividades, ainda tínhamos o curso de mergulho para encaixar. Como o objectivo principal era relaxar, não fazíamos nada com muita pressa nem com muita intensidade. Tudo muito descontraído, bem como eu gosto.

O curso de mergulho foi espectacular. Correu bem desde o princípio. O pior dia foi um mergulho matinal que tinha seguido uma grande noite de copos e festa. Por isso deixo um conselho, se vais mergulhar, não te metas nos copos na noite anterior, é que se torna um pouco difícil de equalizar.

Claro que ainda tirei algumas horas do dia para dar os meus belos passeios de binóculos ao peito e máquina fotográfica na mão. A diversidade não era muita, mas era tudo novo para alguém que nunca tinha estado num ambiente tropical. Mais uma dúzia de espécies adicionadas à check-list. E ainda tive tempo para passar um belo tempo a observar uma raposa-voadora (Pteropus vampyrus) a alimentar-se do néctar duma árvore toda florida.

Ao fim das 7 noites já conhecíamos bem todo o pessoal que trabalhava na ilha assim como eles a nós. Pelos vistos não é normal o pessoal que visita as Fiji ficar muito tempo na mesma ilha. Preferem passar apenas 1 ou 2 noites por cada ilha para verem o máximo de ilhas possível. Mas penso que a nossa opcão foi muito boa, primeiro porque gostámos muito de Manta Ray Resort e depois porque se perde muito tempo a viajar entre ilhas. Já para não falar de ter que estar sempre a fazer check-in e check-out. Confusão a mais para umas férias que se querem relaxadas.

Claro está, com o pessoal sempre a viajar entre ilhas, o estarmos fixos ali não nos impediu de conhecer montes de pessoal que andava a saltar de ilha em ilha. Ficavam todos um pouco surpreendidos por passarmos tanto tempo na mesma ilha, mas aceitavam bem a desculpa de o fazermos tão longo devido ao curso de mergulho. Conhecemos pessoal de praticamente todo o mundo. Austrália, Nova Zelândia, Canada, USA, Colômbia, Brasil, Chile, UK, Alemanha, Itália, Espanha, Noruega, Japão e até Portugal (Carcavelos, como se chamava mesmo a moça???). Uma boa diversidade de pessoal. A maioria andava a viajar à imenso tempo. Alguns como eu, tinham estado na Austrália desde o princípio do ano, onde viajaram e trabalharam e, agora, estavam a viajar por Fiji antes de voltarem a casa. Outros também faziam muito o triângulo Austrália, Fiji e Nova Zelândia. Partilhámos experiências ao jantar e pela noite fora, entre jogos, copos, beber, gargalhadas e muita diversão. À noite também tivemos algumas actividades com o pessoal que trabalhava no resort - danças tradicionais e limbooooooo.




A última noite foi passada noutra ilha. Depois de almoço apanhámos o barco. Pelo caminho ainda fomos saudados por uma gigante baleia-de-bossas (Megaptera novaeangliae). Chegámos então a Beachcomber, mais conhecida pela ilha da FESTA e famosa pelo dormitório comum para 150 pessoas. Prometia uma noite muito agitada com claro está muito álcool, musica e diversão. E assim foi. Finalmente tive a oportunidade de experimentar a bebida típica das Fiji - a Kava - conhecida pelos seus poderes alucinogénos. Sinceramente não senti muito, acho que o poder da cerveja já falava mais alto. Também foi a noite em que mais tarde estendi o meu corpo na cama. Já que era a noite da despedida.

O sol do dia seguinte nasceu e com ele a hora do Adeus. Ou quem sabe de um até breve. Gostei muito de toda a experiência. Não sabendo se volto às Fiji, de uma coisa estou certo, esta viagem despertou-me a vontade de voltar a experimentar o clima tropical, do Sul do Pacífico ou outros.

Na memoria ficam o pessoal que conheci, as experiências que partilhei, o "A Queen", as paisagens maravilhosas, a baleia, as raias, a kava e a diversão durante uma fantástica semana.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Um dia em cheio...ostraceiros, pinguins e focas em Phillip Island!

No domingo passado, dia 24 de Maio, estava marcada a minha segunda sessão de capturas de ostraceiro. Visto a primeira não ter sido lá muito bem sucedida, o meu receio de mais um dia em branco, para ser sincero, preocupava-me um bocadinho.

Mais um dia em que tive de me levantar, ainda o relógio não dava as 6h da manhã. Mala pronta no dia anterior, com farnel e todo o material usual. Lá me pus eu a caminho. Duas horas e meia depois, lá chegava eu ao ponto de encontro. Pontualidade britânica. Poucos minutos à espera, e o grupo estava todo formado. 11 pessoas, uma moto 4 e um hovercraft (que não funcionou, mas que também não fez muita falta). Desta vez pelo menos não foi preciso carregar todo o material de captura às costas. Digamos que teria sido impossível fazer meia hora, pelo menos, de caminhada pela praia sob o peso de canhões, redes e afins.

Mas pronto, chegados ao sitio de captura, e após a montagem relâmpago de todo o sistema de captura, lá estávamos nós a comer a bucha e à espera que a maré fizesse o resto do trabalho e trouxesse as nossas presas até à rede. Mais uma vez lá foi preciso um pequeno empurrão de nossa parte de modo a que os bichos entrassem na zona de captura. Por outro lado, também rezávamos para que os dois pelicanos que teimosamente não queriam sair da zona de captura, mudassem de ares. 10 minutos de insistência e pelo menos um lá se decidiu por ir para a água. E olha, mais vale um pelicano na rede do que 12 ostraceiros a voar.

FIRE... toda a gente a correr... nem tempo tive para descalçar os ténis ou as meias... e olha, foi mesmo assim para dentro de água. A adrenalina da situação assim o impôs.

E o resultado foi...


Apesar de apenas um exemplar destes (Sooty Oystercatcher). Conseguimos capturar 11 exemplares da outra espécie existente na Austrália (Pied Oystercatcher). E ainda um teimoso pelicano, que foi logo o primeiro a ser libertado.

Medidos, pesados, anilhados e de volta à liberdade.


E pronto a manhã estava feita. Restava-nos acabar o farnel que tinha sido interrompido a meio, arrumar tudo e voltar aos carros.

Mas claro. Estava eu na conhecida ilha dos pinguins de Victoria. Não podia voltar logo para casa sem ir visitar estes pequenos amigos. E assim fui. E não podia ter escolhido melhor opção. Para além de uma maravilhosa paisagem sobre o oceano,



na ilha que fica mais longe, à esquerda na foto, esperava lá uma bela surpresa. Montei o telescópio, apontei. E lá estavam elas. A maior colónia de focas na Austrália. Espectacular. Parecia que estava a ver um documentário pela lente do telescópio. Mas desta vez ao vivo e a pouca distância de onde eu estava.


Fenomenal. Fiquei simplesmente maravilhado. Claro que a curiosidade de vários visitantes que passavam perto de mim, os levava a perguntar o que estava eu a ver (na ideia deles, a filmar?). E não foi o meu espanto ao deparar com o espanto deles ao depararem com as focas. A minha explicação para esta falta de conhecimento é a falta de informação ou mesmo de interesse. É que no local, para além do nome (The Seal Rock), não encontrei qualquer informação acerca da colónia de focas ali presente.

Após algumas horas de observação, decidi dar uma volta pelo observatório. Na zona, existe toda uma estrutura de passadiços de madeira, que permite aos visitantes percorrerem a área com o menor impacto sobre a outra espécie (talvez a única) que atrai ali tantos turistas - o Pinguim anão. Estranho como é que uma ave continua a procriar num sítio com tanta perturbação humana. Imagino o quanto stressante deve ser para aqueles bichos estarem no ninho, onde é suposto ser um sítio sossegados e descontraídos, mas que pelo contrário, têm de lidar constantemente com um aglomerado de hominídeos com um olho enorme nas mãos que lhes atira sucessivos flashs de luz ofuscante.



Mas enfim. O pinguim continua a procriar...assim como a foca.

E eu tive de voltar para a minha casinha. Com um grande sorriso na boca. E um pensamento "Vale a pena cá estar!"

domingo, 1 de março de 2009

You Yangs Regional Park

Estamos já no primeiro dia de Março. Um quarto para as sete da matina, toca o despertador. Mais uma matinada me espera. Destino: You Yangs Regional Park. Banhoca tomada, bucha na mala, material às costas, e aí vou eu, a caminho de mais uma pequena aventura. Visto estarmos num país onde o perto é sempre um pouco longe, e mesmo sendo este parque um dos parques florestais mais próximos de onde moro, ainda tinha cerca de uma hora de caminho pela frente.

Lá me fiz à estrada. Não foi a primeira vez que visitei este parque. Mas foi a primeira vez que ali fui de propósito só para o explorar um pouco. A poucos quilómetros do meu destino e deparo-me com os primeiros cangurus a pastarem num campo junto à estrada. Uma imagem sempre interessante de se ver. Ainda mais para quem ainda não está assim habituado a ver cangurus todos os dias.

O nome 'You Yangs' vem das palavras Aborígenes 'Wurdi Youang' ou 'Ude Youang' que significa 'grande montanha no meio da planície'. O pico mais alto do parque tem 352m. Talvez chegue aos 360m se contarmos com a torre de observação que tem no seu topo. O pico - Flinders Peak - deve o seu nome ao primeiro explorador europeu a visitar a zona, Matthew Flinders, a 1 de Maio de 1802.

Do alto da torre para além do fantástico panorama, ainda se desfruta a figura da Wedge-tailed Eagle desenhada pelos Aborígenes. Significando a origem de todos os recursos que eles precisam e que a natureza lhes fornece.



Das mais de 200 espécies de aves que podem ser observadas no parque, apenas identifiquei 13. Xissa, ando mesmo a dormir. Mesmo assim, das 11 espécies identificas, 11 eram novos vistos na minha birdlist.

Então cá vai:

Buff-rumped Thornbill (Acanthiza reguloides)
Brown Thornbill (Acanthiza pusilla)
Scarlet Robin (Petroica boodang) Foto em baixo.



Sulphur-crested Cockatoo (Cacatua galerita)
Grey-Shrike Thrush (Colluricincla harmonica). Foto em baixo.



Brown Falcon (Falco berigora)
New Holland Honeyeater (Phylidonyris novaehollandiae)
Grey Fantail (Rhipidura fuliginosa)



Yellow-dufted Honeyeater (Lichenostomus melanops)
Langhing Kookaburra (Dacelo novaeguineae)
Gang-gang Cockatoo (Callocephalon fimbriatum)
Australian Magpie (Gymnorhina tibicen)
Australian Wood Duck (Chenonetta jubata)

Koala (Phascolarctos cinereus). Foto em baixo.



Canguru cinzento (Macropus giganteus)
Black-tailed Wallaby (Wallabia bicolor). Foto em baixo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Um dia pela cidade - Melbourne.

Apesar dos 45 graus prometidos pelas entendidos nas previsões meteorológicas, lá decidi eu passar um dia pela cidade, para conhecer um pouco mais da cultura australiana. Acrescentando que, a minha face forreta, também quis aproveitar a borla que o governo deu nos transportes para este dia.

Após a chegada à cidade de comboio, sentir o quentinho do dia - pois não foram «apenas» 45 graus, mas sim um pouco mais - e almoçar com a minha prima, lá me pus eu a caminho de qualquer sítio.

Pegar no fantástico Guia da Austrália, ver mais ou menos as distâncias, escolher o primeiro destino e fazer-me à estrada. E, nem mesmo a borla do governo, me levou a trocar uma bela caminhada pelos transportes públicos. «Melborne Museum» era o primeiro destino. Pelo caminho lá me fui deliciando com a cidade. A organização regular tipicamente americana, em que as ruas paralelas umas às outras dividem uniformes quarteirões rectangulares. A separação bem evidente das zonas comerciais, das zonas hoteleiras e das zonas residenciais. Por sua vez as zonas comerciais a ocuparem as principais avenidas com inúmeras placas indicativas de cada negócio, levando a uma mistura de cores espectacular.

Depois de algum tempo, e uma pequena paragem para comprar o guia de Aves Australianas - acto crucial para a minha sobrevivência futura - lá cheguei ao «Melbourne Museum».




Mesmo se o museu fosse uma desilusão, o facto de estar com uma temperatura bastante mais agradável que aquela que se fazia sentir na rua, já era um grande motivo para ter lá estado. Mas, não foi preciso. O museu, apesar de pequeno para a vasta área do conhecimento que abrange, está muito bem conseguido. Está dividido em seis áreas principais:



história natural,



floresta húmida australiana,

cultura indígena, evolução e ADN e a



história de Melbourne.

Bem esta última foto, parecia estar a adivinhar o futuro. Passadas algumas horas, poderá mesmo ter sido uma espécie de Déjà vu para o seu autor. Pois, devido ao calor, as entidades competentes viram-se obrigadas a cortar a electricidade em certas áreas de algumas cidades, incluindo Melbourne, para poupar no consumo de electricidade. Visto este estar a ser perigosamente alto devido ao uso contínuo, e em massa, dos ar-condicionados.

Terminada a visita do museu, de volta ao calor sufocante, lá me pus eu a caminho, agora sem destino, apenas desfrutando o que a cidade me tinha para oferecer.



A primeira, algo caricato. Parece que por aqui não brincam em serviço. Se é «Wrong way» é porque é mesmo. eh eh!!

Voltando ao centro, rua à direita, rua à esquerda. E...



...«Chinatown». Uma zona repleta de lojas e restaurantes asiáticos. Sendo os habitantes dos andares superiores possivelmente também asiáticos.

Continuando, paragem para um refrigerante para arrefecer. E retorno ao trabalho da minha prima. Desta vez já num ambiente informal. Com toda gente a beber cerveja. Conheci assim os colegas da minha prima. Entre outros, apenas quatro ao todo, apresentou-me uma «Dealer» e dois maricas. Tudo gente boa. eh eh!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O inicio da experiencia - Australia

Comecar mais uma grande viagem. A maior ate agora. 26h de aviao. +/- 19000 Km.

Tomar o pequeno almoco em Lisboa. O lanche da manha, algures entre Espanha e Franca. Esticar as pernas em Londres. Almocar algures pela Europa do Leste, ou quem sabe sobre Gaza. Mais um lanche, agora pela Asia. Abastecer em Hong Kong. E possivelmente o ultimo lanche e jantar ja em pleno Indico (e tambem um almoco, pois que isto com os fusos horarios, e sempre motivo para mais uma refeicao; e visto ter escrito o texto antes de ter terminado a viagem).

Reduzir uma viagem deste tamanho ao que se come, parece ridiculo, mas podem crer que e a unica coisa que se faz num aviao. Ou pelo menos que tencionam que facamos. Visto estarem sempre a servir refeicoes, ou bebidas varias, ou mais um cafe, e mais um chazinho. Parecemos verdadeiros porcos de engorda. Se bem que acho que os porcos nao conseguem comer tanto em tao pouco tempo.

Adicionalmente, e apesar de a viagem ser de 26h, as 36 horas que separam a partida da chegada, em parte devido ao fuso horario, incrementam a necessidade no aumento do numero de refeicoes fornecidas e realizadas.

O Boeing 747 e gigante, com a 2a classe num piso e a 1a no piso de cima. Mas os lugares, pelo menos em 2a classe, nao sao assim tao espacosos. Notando-se mais quando se tem uma dor aguda na zona do coxis, aumentando o factor de sofrimento imposto pelo passar tantas horas seguidas sentado. E dificil apanhar posicao para estar 26 horas sentado, isto mesmo alterando ligeiramente a mesma.

Mas pronto. A comida e boa. O tinto e o branco australianos relaxam. E depressa chegarei ao destino.

O ingles esta enferrujado, mas tera de arrebitar. Precisa e de uso. E a bela da lei de Lamarck, a do uso e do desuso.

E assim abro mais um capitulo que espero que venha repleto de belas aventuras de experiencias enriquecedoras.
Vou dando noticias.

Algures no meio da Viagem.
(A falta de acentos e problema dos teclados australianos)

13 de Janeiro 2009

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Uma despedida em Grande!!!

Por nove meses este foi o panorama que tive cada vez que me levantava de manha.



Cheguei passei pelo branco do e acabei no colorido da
Sempre que estava no campo foi esta a minha casa.



Vi o evoluir anual de toda a paisagem...cheguei com o Outono... passei pelo branco do Inverno... e terminei com o esplendor colorido da Primavera.

Depois para me despedir, escalei um pouco para poder ter um panorama geral de todo aquele sitio maravilhoso que me acolheu.



Nao fui sozinho...



Chegamos la acima e foi espectacular...e nada mais espectacular que o pairar gracioso de um Quebra-ossos...uma despedida em cheio.



Ainda com a observaçao de duas Aguias Reais e dois Veados, infelizmente nao suficiente perto para poder ficar com uma boa recordaçao...uma simples foto, que somadas a tantas outras me permitirao recordar para sempre este ano espectacular e tao especial da minha vida...de biologo, de viajante, de amante da natureza.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Entre a beleza natural do Lago Maggiore e a unicidade de Veneza!!!

Um fim de semana para recordar!!!
Desta vez com a companhia da minha mãe e do Rui.

Sexta-feira, 13 de Julho, percorremos toda a parte central do Lago Maggiore. Até Laveno em comboio. Intra, Ilhas Borromee ("Bella", "Madre" e "Dei Pescatori") e Stresa de barco. E, finalmente, Alpino (800m a.s.l.) e Mottarone (1.491m a.s.l.) de teleférico.
As ilhas Borromee são pequenas ilhas que pertencem à família Borromee. A ilha "Madre" com o seu grande palacete, a ilha "Bella" com os seus belos jardins e a ilha "dei pescatori" com as conspícuas casas de pescadores, dão a esta zona do lago uma atmosfera única, que nos faz esquecer tudo o resto.
Em Stresa, apanhámos o teleférico que nos levou primeiro até aos meros 800m de altitude que já nos permitiam ter uma espectacular panorâmica, a partir do jardim botânico, não só do Lago Maggiore e sua envolvente, como também dos Lagos Varese e Monate. Depois, insestindo um pouco na subida, e chegamos ao topo do monte " Mottarone", a sua beleza do Lago pode ser deslumbrada em toda a sua grandeza e esplenditude.
Para completar todo o panorama de lago, ilhas, vilas características e palacetes que parecem ser tirados directamente de contos de fadas, temos todo o cenário envolvente e monstruoso formado pela cordilheira central Alpina. Montanhas gigantescas que atingem os 4 mil e pouco(ou muito) mestros de altura.

O Lago Maggiore é o segundo maior lago de Itália. Divide as fracções norte de duas importantes regiões da Itália, Lombardia a a Este e Piemonte a Oeste. E ainda é partilhado com a Suiça. Um lago verdadeiramente grande com uma beleza bem proporcional. Este lago, tal como todos os lagos do norte de Itália e mesmo do Arco alpino, tem uma origem pós glacial (+/- 30 mil anos). O lago pode ser percorrido de norte a sul por barcos que ligam as várias cidades que ocupam as suas margens.


Sábado foi dia de Veneza. Ainda não batiam as 5h da manhã e já estavamos a pé para apanhar o comboio em Varese que primeiro nos levava a Milão de onde depois apanhámos um outro para Veneza.
Apesar do tempo (metereológico) não ter ajudado, e o tempo (horário) ser curto, a magia de Veneza é algo que dislumbra qualquer um. É a segunda vez que lá vou e ainda me consegue empressionar. É fantástica toda aquela vida, tão diferente do que estamos acostumados a ver e que se pode viver em qualquer outra cidade. Veneza é muito única, posso dizer mesmo que é especialmente diferente.
Apesar da confusão inerente ao turismo a que é sujeita nesta altura do ano (quem me conhece sabe porque o refiro) esta cidade não perde a sua magia e mesmo a sua simplicidade. Os defeito impostos pelo consumismo que leva um simples café atingir os 6€, em plena Praça de São Marcos, são largamente dissolvidos por toda a beleza proveniente mistura de cores das casas com os labirintos de ruas e ruazinhas, juntando o emarinhado de canais que são a principal via de comunicação.

Mais uma vez toda a viagem foi feita com recurso apenas a transportes públicos, comboios barcos e metropolitanos, que desempenharam muito bem a sua função de comunicação e deslocação entre longínquos pontos, provando mais uma vez como se pode deixar o transporte pessoal de lado, evitando assim preocupações e impactos desnecessários.


Domingo, 15 de Junho de 2008
Nuno Oliveira

terça-feira, 6 de maio de 2008

Marina di Ravenna - Um fim de semana à beira-mar!

Sexta-feira,2 de Maio de 2007

E lá nos fizemos nós à viagem. Eu, Marti e o nosso bem mais precioso (ou do dono), a tenda de Mosè. Entre comboios regionais, mais uma vez para poupar ao máximo na viagem, Varese-Milão, Milão-Bologna, Bologna-Ravenna, e o autocarro de Ravenna até Marina de Ravenna, após 7h de viagem, lá chegamos nós ao parque de campismo.

Encontrado o sítio para montar a tenda, e montada a mesma, lá fomos nós...ancioso eu por ver o mar de perto...é que isto de não ver o mar por muito tempo, mesmo o tendo visto na última viagem que fiz, não dá com nada. E a vontade de dar um mergulho era enorme, sendo o primeiro ano em que fiz o primeiro banho tão tarde.

Apesar disto, ainda não foi neste dia que fiz a tão desejada imersão no belo, mas gelado, caldo Adriático.

Deixando esta parte um pouco para diante, e continuando o seguimento dos acontecimentos. Após um belo passeio pela praia, lá fomos ao encontro dos nossos (leia-se da Marti) amigos. Um grupo intercultural e mesmo intercontinental, onde para além dos 3 italianos, havia o belo Tuga, eu mesmo, um Australiano e um Americano. Tudo pessoal simpático, o que prometia um belo fim de semana.

Bebida uma cerveja, a indecisão em escolher um sítio para comer, após alguns andar para a frente e para atrás, lá escolhemos a simples piadinoteca. Não fosse Ravenna a capital do piadino. E também pelos vistos a capital da noite precoce, isto porque tudo acaba cedissimo. E à falta de melhor, lá acabamos nós a noite num jogo multi-nacional de Mini-golf. Como de costume, comecei bem, mas acabei mal. Mas fizemos uma bela partida, muito divertida, e bastante regada com a bela Carlos Alberto. Acabou assim a noite por volta da meia noite, com uma multa de estacionamento.

Sabado, 3 de Maio de 2008

Depois de todo um dia de praia, no meio do qual chegou mais um amigo italiano.

E com medo de perder a melhor festa de Marina di Ravenna, por volta das 17h lá estavamos nós a tomar o belo banhito a beber mais umas jolas, e a preparar-nos para a dita.

E mais umas cervejas pó caminho... e chegámos à correnteza de bares de praia. O verdadeiro caos...nunca pensei que fosse possível...e muito menos que eu estivesse mesmo algum dia numa festa que inicia às 18h da tarde, ainda iluminada pela luz do sol, tendo o mar como panorama. Por um lado fazia lembrar as Matinés para os mais jovens em Lisboa.

Mas por incrível que possa parecer foi espectacular. De vez em quando, quando me dava conta do cedo que era, não conseguia parar de rir. Mas foi muito divertido, e uma experiência muito interessante, apesar de estranha. Como era de esperar, de algo que tão cedo inicia, cedo irá terminar. Assim, pouco antes ou depois da meia noite e tavamos nós a caminho do descanso, sem antes não fazer uma pausa para uma bela pizza.

Domingo, 4 de Maio de 2008

E foi o dia de desmontar a tenda e fazer-nos ao caminho de regresso.

Com uma paragem e breve vesita por Ravenna, que tanto é conhecida pelos seus mosaicos espectaculares. Apesar de pouco termos visitado devido à, talvez, ganância, ou talvez, inteligência economicamente limitadora, que levou algum ideologista a criar um bilhete em que só oferece a escolha de ver 4 monumentos da cidade ou então não poder ver nenhum. Levando-nos à segunda opção, talvez forreta, mas correcta, na minha opinião.

E assim se passou um belo fim de semana, e mais uma pequena parte de Itália fiquei a conhecer.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

VI Congresso atIT, Parco Naturale Adamello-Brenta, JJ3


Com o intuito de assistir ao VI Congresso de Teriologia, 2008, organizado pela atIT em Cles, já fora mas muito perto do Parque Natural Adamello-Brenta.

Ficamos hospedados, durante as 3 noites, num Agriturismo ("Renetta") na pequena vila Tassulo.
Uma estalagem muito acolhedora, retratando um refúgio de montanha, que todas as manhãs nos regalava um verdadeiro pequeno(só mesmo de nome)-almoço dos deuses com uma mesa repleta de óptimas iguarias.

Infelizmente o congresso começou logo com uma infeliz notícia. JJ3, um urso pardo ("Ursus arctos"), que após alguns desacatos com contentores públicos para os desperdícios urbanos, no dia 15 de Abril (dia anterior ao primeiro dia de conferência), as autoridades Suiças se viram obrigadas a abater, alegando que esta situação se vinha a prolongar à demasiado tempo.

Após alguma pesquisa, a informação que obtive foi que JJ3, pelas suas dimensões, e por se ter habituado a procurar estes recursos urbanos, perdendo assim o medo do Homem, se tornou um perigo para os residentes locais.
Que é um perigo, não se questiona, mas a resolução terá sido a melhor? Estará a comunidade Suiça pronta para receber outros ursos que futuramente decidam passar a fronteira, como defendem os responsáveis governamentais suiços para o ambiente?
A situação piora um pouco quando:
-JJ3 vinha a ser monitorizado desde 2007 pelas mesmas autoridades que o abateram, tendo sido gasto cerca de SFr300,000 ($299,925) durante todo o ano;
-o mesmo pertencer a uma população(?) centro-alpina de apenas 20 exemplares;
ter sido o segundo exemplo de abatimento após movimento transfontreiriço nos últimos 2 anos, seguindo o mesmo fim do seu irmão JJ1, morto em 2006 na Bavaria;
-ser resultado de um projecto a longo prazo, de reintrodução, realizado pelas autoridades italianas no Parque Nacional Adamello-Brenta no fim dos anos 80, após se encontrar quase em extinção no mesmo;
-quando a Suiça pertence ao grupo, a que chamam, dos Países Desenvolvidos, visando estes uma política de gestão sustentável dos recursos naturais;
-e muito mais poderia dizer mas receio vir a alongar-me demasiado...

Mas voltando à conferência, muito foram os trabalhos expostos, os métodos criticados e a informação absorvida.

No segundo dia de conferência, como nos esperava uma manhã repleta com um assunto, não menos importante, mas talvez mais distanciado dos nossos objectivos de trabalho actual, a parasitologia, decidimos fazer um pequeno passeio pelo Parque Natural e assim conhecer um pouco da sua natureza selvagem.

E que bella surpresa nos esperava. Nada melhor para repôr um pouco de alegria, após a triste notícia do dia anterior, que a observação de todo um completo traçado de pegadas sobre a neve de um pesado e enorme adulto (que deveria ser uma fêmea) e pelo menos de uma cria de urso pardo. A alegria foi enorme, a raridade da observação de uma pista de 2 de 20(agora 19) indivíuduos distribuídos por uma área de 620.51km2 é, como é de esperar, elevadíssima.

O parque é simplesmente espectacular. Com um manto verde composto por uma rica floresta de coníferas só quebrada por enormes precipícios e ravinas cavadas naturalmente na rocha. Estou desejoso de lá voltar muito em breve, e passar um belo fim de semana no meio do parque, e quem sabe se em vez de indícios de presença, não vejo mesmo um belo exemplar...é muito difícil, mas sentado no sofá é que não os vejo de certeza, a não ser na TV.

(foto de Asbrauss)
Nuno Oliveira

sábado, 12 de abril de 2008

12dias + 1 País + 10 cidades + 2 amigos + pouco dinheiro + muita vontade para viajar = 900FOTOS


Não sei se posso designar as cidades que visitei como aquelas"cidades que caracterizam" um dos países do mundo mais influenciado pelas diversas formas de arte. Mas seguramente são aquelas que quando fazemos uma pesquisa rápida sobre "Itália", mais fotos nos são mostradas, e mais informação temos à disposição.

Veneza – Verona – Lago de Garda (Sirmione) – Pescasseroli (Parque Nacional de Abruzzo Lazio e Molise) – Roma – Vaticano – Florencia – Pisa – Cinque Terre (com paragem em Portovenere) – Génova – Turim – Milão

19 de Fevereiro de 2008, 7h da manhã e lá estávamos nós, eu e a Tânia, de malas às costas, a entrar no primeiro comboio que nos ía levar à primeira cidade do nosso itenerário.
A aventura começou verdadeiramente com Veneza. Uma cidade sem igual, onde nas ruas não há alcatrão ou calçada mas sim água, onde os veículos terrestres são trocados pelos aquáticos, onde os coches turísticos dão lugar às famosas Gôndolas e onde nos damos conta como nem tudo tem de ser igual.

Verona é a segunda cidade escolhida, a cidade de Giulietta&Romeo. Uma cidade que não tem o problema das metrópoles, porque não o é. Com monumentos fascinantes e com um grande peso histórico-cultural como a gigantesca “Arena” - a terceira maior do mundo – e a casa de Giulietta ou um miradouro que nos permite um panorama maravilhoso sobre toda a cidade, Verona è um ponto de paragem obrigatório para quem pretende conhecer um pouco da história Italiana.

Sirmione. A princípio fora do itenerário, mas devido a problemas que não se podem prever que uma viagem deste tipo acarreta, foi incluída, e ainda bem. O Lago de Garda è o maior lago da Itália. E para quem não sabe, muitos, grandíssimos e lindíssimos são os lagos que constituem a Itála, especialmente a região norte. Sirmione è uma pequena vila, ocupando uma pequena península no interior do lago, permitindo observar grande parte do enorme lago que tem como fundo os Alpes. Dá para imaginar todo o quadro.

De Verona para Roma, um comboio com uma grande aventura. Paragem em Bolonha para trocar de comboio. Como pretendemos fazer toda esta viagem de noite, chegados a Bolonha, dirigimo-nos à bilheteria da estação com o objectivo de reservar uma “cuccette” para assim podermos descansar. A resposta foi que não só não havia “cuccette” livre como nem mesmo qualquer outro tipo de lugar…não nos fomos nós esqueces que estávamos na 5a feira da semana de Páscoa. Assim era possível viajar para Roma mas de pé. Ok, pensamos nós. Talvez sejamos os únicos a ir em pé e pode ser que alguem tenha desistido da viagem. Esperamos duas horas pelos comboio, e que surpresa…parecia um comboio em plena Asia…só faltava pessoas por cima das carroagens ou empoleiradas nas janelas mas do lado de fora…todo o chão do comboio estava repleto de gente a dormir…com um pouco de persistência, lá encontrámos nós também um pequeno espaço onde podessemos pousar as malas e estender um pouco as pernas – claro que no próprio chão da carroagem. Poderia piorar a viagem?? Resposta, pois claro. Passado duas horas de viagem, o comboio para no meio do nada. Entram três agentes da polícia pelo comboio a dentro a pedir BIs. Tudo normal, não fosse o comboio continuar parado por mais meia hora. Desta vez entram dois fiscais da Trenitalia. Pedem os bilhetes, e alguem já impaciente pergunta porque continuamos parados? A resposta è obvia, “O comboio está avariado, esperamos por uma locomotiva que venha de Milão, Roma ou Bolonha”. Duas horas de espera, lá voltamos nós à nossa marcha, primeiro em para-arranca…e depois lá em marcha normal prosseguimos, chegando a Roma com apenas 2 horas de atraso.

Para não restringir a nossa viagem apenas a cidades, inserindo um pouco de ambiente natural e selvagem levando assim à descompressão do stress acumulado que as cidades nos causam e depois da nossa bela viagem de comboio, decidimos ir visitar um dos mais emblemáticos parques nacionais de Itália – Parque Nacional de Abruzzo, Lazio e Molise. Um dos poucos habitats restantes para a subespécie Marsicana de Urso pardo. Apesar do tempo não nos ter permito fazer um grande passeio (chuva e mesmo neve), como o autocarro que faz a ligação ao centro do parque (Pescasseroli) passa por uma estrada pelo interior selvagem do mesmo, permitiu-nos dislumbrar com toda aquela beleza natural, onde um belo Chacal (Canis aureus) mostrou-se, dando o ar da sua graça.

Roma, a capital. Uma cidade que me levou a dois milénios atrás, aos tempos do Império Romano. É fascinante a grandeza dos monumentos, Templos e Igrejas. Uma cidade Museo. Por um lado o fascínio de construir algo sem recurso a grande maquinaria, por outro lado, o agradecimento por se ter inventado a maquinaria actual para poder sassiar a vontade do Homem de contruir sem recurso à escravidão da própria espécie ou outras espécies animais.

Para o Vaticano apenas disposemos de uma manhã, pois apesar de, do ponto de vista artistíco, ser lindo, sente-se no ar a hipocrisía inerente à vida naquele Estado. E como a falta de tempo nos levou a ter de cortar em alguns pontos de visita…

Próxima paragem, Florecia. A cidade da Arte. Onde o “Uffizi” – a maior galeria de arte de toda a Itália – expõe centenas de obras de conhecidos artistas italianos como Botticelli ou Michelangelo entre elas, a mais famosa, a “Sagrada Família” de Michelangelo. Depois por toda a cidade, cada praça, cada rua, cada museo transpiram arte.
Pisa e a desilusão. Uma cidade sem nada, do ponto de vista turístico, natural, histórico ou seja lá de que ponto vista for, excepto a Torre e o Duomo. Uma cidade em que duas horas bastam para obter a desilusão. Chegar, fazer a foto da prache e arrancar. Foi assim que fizemos…talvez um pouco mais demorado devido à escassez de comboios que se espera para um domingo de Pascoa.

Portovenere e CinqueTerre e o mar. E que saudades eu tinha do mar. Foi espectacular rever aquele que é um dos meios que mais me fascina e me permite refugiar em piores alturas. Toda a costa recortada dividindoo mar do continente è fascinante. A natureza deste tipo de ecossistema é especial e o efeito do cheiro da maresia único.

Génova è conhecida por ser semelhante a Lisboa. Talvez as ruas estreitas do centro ou talvez por ser uma cidade portuária. Entre todas as cidades que visitamos, foi aquela que menos me chamou à atenção, apesar da proximidade ao mar, o porto é incrivelmente feio e industrial. Talvez isto se tenha devido aos fortes bombardeamentos que tenha sofrido com a segunda Grande Guerra. Resta parte da casa onde se pensa ter nascido Cristovão Colombo, que por espanto meu, os Italianos terem como dado adequirido ter nascido em Itália.

Turim a cidade americana. Uma cidade geométrica. Onde as ruas são todas paralelas. Com uma avenida central longuíssima que atravessa todo o centro da cidade, e se deixa perder de vista. O museo do cinema é genial. Com uma grande componente de interactividade entre as técnicas cinematográficas e os visitantes.

Por fim, a última cidade, Milão. Actualmente conhecida como a cidade da moda. Uma cidade que para mim não tem grande piada, a não ser o Duomo, com o seu estilo Gótico que para mim é dos mais belos estilos que sempre existiram. As galerias Vittorio Emanuelle II é talvez o sítio mais procurado por quem busca aquela camisa ou aquelas calças ou aquela mala…e gasta 1500 euros numa gravata, e depois a vai mostrar, pondo a etiqueta para fora (o que desde sempre me disseram que è andar descomposto, mas vai se lá perceber estas modas), aos seus amigos(?) para estes verem que tem uma qualquer coisa da Prada.

E assim acabou a nossa aventura, que me enriqueceu verdadeiramente ao nível cultural e pessoal. Tiro um saldo positivíssimo de toda esta viagem, e agradeço à Tania pela visita e por me ter acompanhado nesta viagem.
Resta-me agradecer a todos os amigos e amigos de amigos e pessoas que nunca me tinham visto antes, mas que me disponibilizaram um tecto e uma cama para dormir e assim realizar toda a viagem sem despender demasiado dinheiro, que não tinhamos, característico de estudantes como nós, com uma grande vontade de viajar mas com um pequeno bolso para a suportar.

As fotos de toda a viagem, podem ser vistas em:
http://picasaweb.google.com/OliveiraMSNuno/EntreVenezaERomaPassandoPorMuitasOutrasBelasCidadesParte1
e
http://picasaweb.google.com/OliveiraMSNuno/EntreVenezaERomaPassandoPorMuitasOutrasBelasCidadesParte2