segunda-feira, 2 de março de 2009

Portugal Natural 2008 - Por Luís Quinta

Este vídeo está simplesmente fenomenal. Tanto a qualidade do vídeo como a montagem, está excelente.

Demonstra bem o quanto enganadas estão aquelas pessoas que defendem que no estrangeiro é que tem coisas boas. Qual Austrália, qual Costa Rica, qual Madagáscar, qual quê. Portugal tem algo simplemente único. Riqueza da qual todo e qualquer português devia ter muito orgulho. Quem quizer conhecer o mundo...faça-o depois de conhecer o seu país. Mesmo sendo pequeno, consegue ter algo muito grande e belo.

O autor deste filme está veramente de Parabéns. Obrigado pelo grande trabalho Luís Quinta.

domingo, 1 de março de 2009

You Yangs Regional Park

Estamos já no primeiro dia de Março. Um quarto para as sete da matina, toca o despertador. Mais uma matinada me espera. Destino: You Yangs Regional Park. Banhoca tomada, bucha na mala, material às costas, e aí vou eu, a caminho de mais uma pequena aventura. Visto estarmos num país onde o perto é sempre um pouco longe, e mesmo sendo este parque um dos parques florestais mais próximos de onde moro, ainda tinha cerca de uma hora de caminho pela frente.

Lá me fiz à estrada. Não foi a primeira vez que visitei este parque. Mas foi a primeira vez que ali fui de propósito só para o explorar um pouco. A poucos quilómetros do meu destino e deparo-me com os primeiros cangurus a pastarem num campo junto à estrada. Uma imagem sempre interessante de se ver. Ainda mais para quem ainda não está assim habituado a ver cangurus todos os dias.

O nome 'You Yangs' vem das palavras Aborígenes 'Wurdi Youang' ou 'Ude Youang' que significa 'grande montanha no meio da planície'. O pico mais alto do parque tem 352m. Talvez chegue aos 360m se contarmos com a torre de observação que tem no seu topo. O pico - Flinders Peak - deve o seu nome ao primeiro explorador europeu a visitar a zona, Matthew Flinders, a 1 de Maio de 1802.

Do alto da torre para além do fantástico panorama, ainda se desfruta a figura da Wedge-tailed Eagle desenhada pelos Aborígenes. Significando a origem de todos os recursos que eles precisam e que a natureza lhes fornece.



Das mais de 200 espécies de aves que podem ser observadas no parque, apenas identifiquei 13. Xissa, ando mesmo a dormir. Mesmo assim, das 11 espécies identificas, 11 eram novos vistos na minha birdlist.

Então cá vai:

Buff-rumped Thornbill (Acanthiza reguloides)
Brown Thornbill (Acanthiza pusilla)
Scarlet Robin (Petroica boodang) Foto em baixo.



Sulphur-crested Cockatoo (Cacatua galerita)
Grey-Shrike Thrush (Colluricincla harmonica). Foto em baixo.



Brown Falcon (Falco berigora)
New Holland Honeyeater (Phylidonyris novaehollandiae)
Grey Fantail (Rhipidura fuliginosa)



Yellow-dufted Honeyeater (Lichenostomus melanops)
Langhing Kookaburra (Dacelo novaeguineae)
Gang-gang Cockatoo (Callocephalon fimbriatum)
Australian Magpie (Gymnorhina tibicen)
Australian Wood Duck (Chenonetta jubata)

Koala (Phascolarctos cinereus). Foto em baixo.



Canguru cinzento (Macropus giganteus)
Black-tailed Wallaby (Wallabia bicolor). Foto em baixo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Um dia pela cidade - Melbourne.

Apesar dos 45 graus prometidos pelas entendidos nas previsões meteorológicas, lá decidi eu passar um dia pela cidade, para conhecer um pouco mais da cultura australiana. Acrescentando que, a minha face forreta, também quis aproveitar a borla que o governo deu nos transportes para este dia.

Após a chegada à cidade de comboio, sentir o quentinho do dia - pois não foram «apenas» 45 graus, mas sim um pouco mais - e almoçar com a minha prima, lá me pus eu a caminho de qualquer sítio.

Pegar no fantástico Guia da Austrália, ver mais ou menos as distâncias, escolher o primeiro destino e fazer-me à estrada. E, nem mesmo a borla do governo, me levou a trocar uma bela caminhada pelos transportes públicos. «Melborne Museum» era o primeiro destino. Pelo caminho lá me fui deliciando com a cidade. A organização regular tipicamente americana, em que as ruas paralelas umas às outras dividem uniformes quarteirões rectangulares. A separação bem evidente das zonas comerciais, das zonas hoteleiras e das zonas residenciais. Por sua vez as zonas comerciais a ocuparem as principais avenidas com inúmeras placas indicativas de cada negócio, levando a uma mistura de cores espectacular.

Depois de algum tempo, e uma pequena paragem para comprar o guia de Aves Australianas - acto crucial para a minha sobrevivência futura - lá cheguei ao «Melbourne Museum».




Mesmo se o museu fosse uma desilusão, o facto de estar com uma temperatura bastante mais agradável que aquela que se fazia sentir na rua, já era um grande motivo para ter lá estado. Mas, não foi preciso. O museu, apesar de pequeno para a vasta área do conhecimento que abrange, está muito bem conseguido. Está dividido em seis áreas principais:



história natural,



floresta húmida australiana,

cultura indígena, evolução e ADN e a



história de Melbourne.

Bem esta última foto, parecia estar a adivinhar o futuro. Passadas algumas horas, poderá mesmo ter sido uma espécie de Déjà vu para o seu autor. Pois, devido ao calor, as entidades competentes viram-se obrigadas a cortar a electricidade em certas áreas de algumas cidades, incluindo Melbourne, para poupar no consumo de electricidade. Visto este estar a ser perigosamente alto devido ao uso contínuo, e em massa, dos ar-condicionados.

Terminada a visita do museu, de volta ao calor sufocante, lá me pus eu a caminho, agora sem destino, apenas desfrutando o que a cidade me tinha para oferecer.



A primeira, algo caricato. Parece que por aqui não brincam em serviço. Se é «Wrong way» é porque é mesmo. eh eh!!

Voltando ao centro, rua à direita, rua à esquerda. E...



...«Chinatown». Uma zona repleta de lojas e restaurantes asiáticos. Sendo os habitantes dos andares superiores possivelmente também asiáticos.

Continuando, paragem para um refrigerante para arrefecer. E retorno ao trabalho da minha prima. Desta vez já num ambiente informal. Com toda gente a beber cerveja. Conheci assim os colegas da minha prima. Entre outros, apenas quatro ao todo, apresentou-me uma «Dealer» e dois maricas. Tudo gente boa. eh eh!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O inicio da experiencia - Australia

Comecar mais uma grande viagem. A maior ate agora. 26h de aviao. +/- 19000 Km.

Tomar o pequeno almoco em Lisboa. O lanche da manha, algures entre Espanha e Franca. Esticar as pernas em Londres. Almocar algures pela Europa do Leste, ou quem sabe sobre Gaza. Mais um lanche, agora pela Asia. Abastecer em Hong Kong. E possivelmente o ultimo lanche e jantar ja em pleno Indico (e tambem um almoco, pois que isto com os fusos horarios, e sempre motivo para mais uma refeicao; e visto ter escrito o texto antes de ter terminado a viagem).

Reduzir uma viagem deste tamanho ao que se come, parece ridiculo, mas podem crer que e a unica coisa que se faz num aviao. Ou pelo menos que tencionam que facamos. Visto estarem sempre a servir refeicoes, ou bebidas varias, ou mais um cafe, e mais um chazinho. Parecemos verdadeiros porcos de engorda. Se bem que acho que os porcos nao conseguem comer tanto em tao pouco tempo.

Adicionalmente, e apesar de a viagem ser de 26h, as 36 horas que separam a partida da chegada, em parte devido ao fuso horario, incrementam a necessidade no aumento do numero de refeicoes fornecidas e realizadas.

O Boeing 747 e gigante, com a 2a classe num piso e a 1a no piso de cima. Mas os lugares, pelo menos em 2a classe, nao sao assim tao espacosos. Notando-se mais quando se tem uma dor aguda na zona do coxis, aumentando o factor de sofrimento imposto pelo passar tantas horas seguidas sentado. E dificil apanhar posicao para estar 26 horas sentado, isto mesmo alterando ligeiramente a mesma.

Mas pronto. A comida e boa. O tinto e o branco australianos relaxam. E depressa chegarei ao destino.

O ingles esta enferrujado, mas tera de arrebitar. Precisa e de uso. E a bela da lei de Lamarck, a do uso e do desuso.

E assim abro mais um capitulo que espero que venha repleto de belas aventuras de experiencias enriquecedoras.
Vou dando noticias.

Algures no meio da Viagem.
(A falta de acentos e problema dos teclados australianos)

13 de Janeiro 2009

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Terramoto emocional

É estranho em como apenas uma semana, tanta coisa pode acontecer.
Um dia estamos cheios de certezas, no outro cheio de dúvidas.
Ontem tínhamos o mundo a nossos pés, hoje estamos nos pés do mundo.

Um simples sorriso...duas vagas palavras...três vulgares trocas de ideias...e um crescer enorme de uma grande vontade... de uma simultânea saudade... uma crescente confusão.
Não sei se devido à solidão, apesar de nunca estar só... talvez pela simples curiosidade por algo novo. A verdade é que o efeito é desastroso.
O efeito do cruzar-se com uma nova pessoa... como poderão simples trocas de ideias, em curtos períodos de tempo, criar tanta confusão na nossa cabeça?

Porém, o quase certo, será então, numa semana que se avisinha...tudo simplesmente passar, e a estabilidade voltar. Com ela voltão as certezas e assim voltamos a ter novamente o mundo a nossos pés.


Miguel

segunda-feira, 21 de julho de 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Uma despedida em Grande!!!

Por nove meses este foi o panorama que tive cada vez que me levantava de manha.



Cheguei passei pelo branco do e acabei no colorido da
Sempre que estava no campo foi esta a minha casa.



Vi o evoluir anual de toda a paisagem...cheguei com o Outono... passei pelo branco do Inverno... e terminei com o esplendor colorido da Primavera.

Depois para me despedir, escalei um pouco para poder ter um panorama geral de todo aquele sitio maravilhoso que me acolheu.



Nao fui sozinho...



Chegamos la acima e foi espectacular...e nada mais espectacular que o pairar gracioso de um Quebra-ossos...uma despedida em cheio.



Ainda com a observaçao de duas Aguias Reais e dois Veados, infelizmente nao suficiente perto para poder ficar com uma boa recordaçao...uma simples foto, que somadas a tantas outras me permitirao recordar para sempre este ano espectacular e tao especial da minha vida...de biologo, de viajante, de amante da natureza.